União das Freguesias

de Gondomar (São Cosme), Valbom e Jovim

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Limpeza do Rio Torto na Avenida da Conduta

 

Diversos garrafões e garrafas de plástico, uma cadeira de praia, tubos de caleiras, uma bicicleta, um pneu, plásticos, roupa, pedaços de persianas foram alguns exemplos dos muitos resíduos orgânicos retirados no passado sábado, dia 5 de novembro, na ação de limpeza do Rio Torto, na Avenida da Conduta. Uma ação levada a cabo pela União das Freguesias de Gondomar (S. Cosme), Valbom e Jovim, em parceria com a Associação Mãos à Obra Portugal, através da delegação de Gondomar, e que contou com a presença de José António Macedo (Presidente da União das Freguesias), Vítor Varão (membro do Executivo), António Pinho (Coordenador da Associação em Gondomar), Dalila Martins e Acácio Martins (voluntários e membros do Movimento de Rio Tinto) e ainda alguns funcionários da União.

 

Divididos em dois grupos as primeiras intervenções foram realizadas em duas entradas na Avenida da Conduta, onde foram cortadas as ervas invasoras (silvas) e alguns troncos de árvore para desobstruir os acessos ao Rio Torto. Já na Rua de Vilar a remoção dos resíduos concentrou-se por baixo da ponte e nas margens do rio. Equipados a preceito António Pinho e Acácio Martins entraram nas águas do Rio Torto para dali extraírem os mais variados objetos, auxiliados de perto por Vítor Varão e os funcionários da União.

 

De acordo com José António Macedo, “pelo facto de fazermos parte da Agenda 21, no âmbito da Lipor, e de sermos a única entidade que assinou os Compromissos de Aalborg, esta ação representa a nossa intenção de promover a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente”, acrescentando que “se tudo correr como planeado estão já agendadas duas novas ações de limpeza para os dias 28 de janeiro e 4 de fevereiro de 2017”.

Uma promessa que para Dalila Martins, voluntária há seis anos, “são muito importantes para sensibilizar as pessoas para as questões ambientais, porque as linhas de água, a paisagem, a limpeza de terrenos são temas que infelizmente não preocupam”, sustentando ainda que “apesar dos esforços que são feitos para que os donos dos terrenos façam a sua limpeza, a verdade é que isso não acontece e, nesse sentido, acho que deveriam ser tomadas medidas severas para multar quem não respeita a lei”. Para Dalila Martins, “as pessoas envolvem-se quando se organizam caminhadas em prol do ambiente, no entanto, quando se realizam iniciativas como estas em que é preciso trabalho de braços normalmente aparecem muito poucas”.

 

A ação de limpeza, que durou cerca de três horas, acabou por alcançar o seu objetivo, nomeadamente, no alerta dos cidadãos para a questão dos rios, uma vez que foram algumas as pessoas que não ficaram indiferentes ao que se estava a passar, mas também numa aula de educação ambiental prática para todos aqueles que participaram.

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